Vinyl e porque eu ignoro os críticos

Eu critico? Critico, sim. Se eu levo a sério o que críticos falam? As vezes. Eu deixo de assistir alguma coisa por causa deles? Nope – a não ser que seja um filme novo do Adam Sandler. Vinyl para mim é um exemplo do porque faço isso. Antes de eu continuar a falar, por favor assiste o trailer.

Quando lançaram o primeiro trailer a expectativa para a nova série era alta. Dá pra ver porque né? O piloto de duas horas foi dirigido por nada mais, nada menos que Martin Scorsese. O responsável pela trilha sonora? Micky Jagger, também conhecido como vocalista dos Rolling Stones. Quando a série lançou os senhores critícos cairam matando. Falaram que era tudo muito cliche, muito forçado. Mas vou te dizer, o trailer não mentiu. Eles me lembraram como que o Rock n’ Roll feels.

Eu demorei para começar a assistir, mas comecei, e não consigo parar. O piloto de duas horas é incrível, na minha opinião. A trama é um cliche? Se você for analisar só os momentos chocantes, sim. Agora se você assitir o que tem entre eles você vai ver que é um tema mega atual e te faz sentir e ficar perto não só do rock n’ roll, mas também do auge do funk americano, do R&B e sentir as raízes desses estilos com jazz e blues.

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O tema é atual porque é sobre um cara que realmente acredita, é apaixonado pela música e quer fazer dinheiro com ela. Logo no piloto um dos personagens fala que quem faz dinheiro com música é quem não liga para ela. São as gravadoras que não se importam em mudar e maquiar seus talentos para eles se tornarem comerciais, não necessariamente bons. Já ouviu essa história em algum lugar por aí?

Hoje vivemos em um dilema constante em fazer o que amamos ou o que nos da dinheiro. Esse dilema é a pergunta que fica martelando a cabeça de toda uma geração, mais que uma geração. De todo mundo que vive na atualidade. Desde do meu irmão de 18 anos até meu pai, que já tem uma carreira estabelecida e um nome grande no mercado que ele atua.

Vinyl pode ter até tramas cliches quando como drogas e assassinatos, podendo passar por um dramalhão sem alma. Mas para pra assistir e eu dúvido que você não vai se sentir um pouco na pele do protagonista, Richie Finastra, que joga tudo pro alto pelo sonho de ser uma gravadora que cria músicos genuínos, sem nem ligar para o que os especialista de marketing tentam enfiar na cabeça. Ele só quer fazer música de verdade e foda-se.

Esse tema é bem atual, e por mais que já esteja sendo bem explorado nunca foi retratado dessa maneira. A série também vale a pena ser vista pelos números musicais, uma puta aula para qualquer amante dessa arte. Sem contar as aparições de artistas de outros campos como Andy Warhol. O episódio em homenagem ao David Bowie me deixa arrepiada só de pensar nele. Digno de binge watching nesse feriado frio.

E digo mais, to esperando ansiosamente pela segunda temporada!

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Morando em Amsterdam e sonhando com a vida de nômade digital. Amo filmes, séries, livros, contos em volta de fogueira, letras de música. Resumindo, toda boa história. Tudo que é novo me da energia.

1 COMENTÁRIO

  1. Bem legal, realmente, tem muita coisa muito boa por ai que os críticos simplesmente não gostaram.
    PS: O piloto da série foi dirigido pelo Martin Scorsese não Steven Spielberg.

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