MANIFESTO: Não vamos deixar que a conversa de elevador morra.

Estamos , infelizmente, percebendo que as nossas conversas de elevador estão com os dias contados. As famosas frases como ” Esquentou, Hein?”e “Será que o Coringão ganha?” estão cada vez mais incomuns no nosso cotidiano de subidas e descidas pelos cabos de aço. Isso, porquê estamos com a atenção nos dedos, afim de  pesquisar qualquer coisa para evitar ter que conversar. De alguma maneira a tecnologia,e sua suposta ” Praticidade”, tem nos prejudicado em alguns pontos. Quando digo tecnologia, não ao material em sí, mas sim a dependência que nós acabamos por sofrer.

Não me aventurarei por discussões de como ela é facilitadora das tarefas mais banais, nem nos avanços que trouxe á medicina. Mas, como futuro comunicador, vou me ater as questões comunicativas, uma vez que um dos assuntos mais abordados na faculdade é: ” A tecnologia aproxima ou afasta as pessoas?”

Com algum tempo de curso percebemos que não existe resposta. Pois ambas estão certas, ou erradas ao mesmo tempo; enquanto por um lado casais de namorados jantam juntos conversando com seus amigos no Whatsapp, um pai pode estar falando com seu filho de intercâmbio através do Skype. Duas situações corriqueiras, mas que demostram o tamanho do grau paradoxal.

Voltando ao ponto central do texto, é que prestei atenção em uma coisa que nunca tinha parado para pensar: O quanto as conversas de elevador estão cada dia mais raras. O quanto que não fazemos mais questão de nos comunicar gratuitamente. Que de alguma forma as pessoas desconhecidas as nossas voltas passam a ser insignificantes, até mais que as  ” sugestões de Amizade” do Facebook.

 

Obviamente que a “conversa de Elevador” é apenas um exemplo, que infelizmente reflete grande parte da realidade que estamos cagando pra quem está a nossa volta. Perdemos a vontade de comunicar de maneira espontânea e sem um real objetivo, apenas testar a comunicar e falar pro outro, algo do Gênero: “vou falar qualquer coisa, mas eu sei que você esta ai’’. Por mais que pareça simples, ao evitar uma conversa de elevador é o ponto mais claro de que estamos perdendo a humanidade em algum ponto dentro de nós. Como pensaria Zygmunt Bauman, estamos em algum nível do ápice do gozo da artificialidade, onde não sabemos mais o que é, ou o que deixa de ser.

Em prol de um mundo mais humano, vamos nos forçar a conversar uma vez por dia com alguém que está no mesmo metro cubico conosco, a mais de 30 Metros de altura preso apenas por cabos. Vamos fazer valer a pena, e incentivar a comunicação humana em troco de nada, afinal quero provar que o homem não é lobo do homem.

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Thiago tem 25 anos, é comunicador e acredita que marketing é pra tudo e todos. Aquariano. Up Tempo. Amante da música, do entretenimento, da arte e da cultura pop. Movido por novidade! @thicerqueira

1 COMENTÁRIO

  1. Otimo texto!!! Percebo muito isso também e quando somos gentis, dependendo da pessoa, nos olha como se fossemos de outro planeta, tamanha é a falta de costume que se instalou em se dar um bom dia ou comentar sobre o clima(como se citado no texto). A frieza começa nessas pequenas coisas evolui para um nível de apatia plena, onde a pessoas tem total convicção que é natural esse estado!

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