Entrevistamos Charly Coombes, ex-Supergrass, para seu show em SP

Nesta sexta, dia 30, o inglês radicado no Brasil, Charly Coombes, irá fazer um show na Casa do Mancha apresentando as músicas de seu último álbum, Run, lançado em março.

Seu terceiro álbum da carreira solo foi lançado em março deste ano e recebeu ótimas críticas do público alternativo. O som do cara é uma mistura de electro rock moderno com influências dos anos 1980 em uma sonoridade crua através de sintetizadores, guitarras e bateria.  No albúm Charly fala sobre saúde, morte, dependência, obsessão e amor. “Run, portanto, é estar de frente à realidade, encarar os altos e baixos, os amores e temores e sobreviver.”

Abaixo você confere nossa entrevista com o cara (traduzida para o português).
Estaremos lá pra conferir o show do música multitalentoso!

SERVIÇO:
Charly Coombes apresenta Run na Casa do Macha
Local: Casa do Mancha – R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros
Data: 30 junho
Abertura da casa: 20H

TREND KILLERS: O que você acha de viver no Brasil e de agora poder mostrar sua arte tendo a perspectiva de quem vive aqui?
CHARLY COOMBES: Por muito tempo eu amei o Brasil e a cultura brasileira, então é incrível morar aqui. Tem sido muito interessante trazer meu estilo de tocar e escrever pra cá e trabalhar com ótimos musicistas no estúdio e no palco, mas ainda mais interessante é o quanto eu estou aprendendo de uma cultura inteiramente nova. Eu ainda estou trabalhando em conhecer décadas de música brasileira e as pessoas sempre tem novas recomendações pra mim. É um prazer trazer a minha música para cá, e eu espero que as pessoas estejam gostando do que eu faço.

TK: Quais as bandas brasileiras que você gosta e elas influenciam sua música?
CC: Meus últimos álbuns tem tido um conceito muito específico, ambos em letras e música, então não importa o quanto eu estou curtindo bandas brasileiras e artistas, tem sido quase impossível de encontrar uma maneira dessas influências aparecerem em músicas que eu tenha escrito. Mas recentemente eu tenho escrito muito mais organicamente e sem um conceito na cabeça, e eu consigo sentir que essas inspirações tem tido algum efeito.  Eu tenho seguido várias novas bandas como Lumen Craft, Mahmundi e Trem Fantasma, para citar alguns. Mas eu adoraria gravar com várias inspirações de álbuns como Construção. Os anos 70 no Brasil são fascinantes e incríveis para a música. Será legal ver o que minhas composições serão no futuro, enquanto eu vou descobrindo mais.


TK: O que você acha do mercado de música brasileiro e de como o rock está inserido nele?
CC: Como no resto do mundo, é difícil estar fora do mainstream. Na Inglaterra é principalmente Hip Hop… e por aqui o Sertanejo Universitário ou Funk. Estando envolvido no rock ou alternativo nestes tempos sempre será um desafio, mas eu amo o que eu faço e sempre tem gente ouvindo. Eu não acho que o Brasil é diferente de outros países com essa questão da música alternativa. As gravadoras não assumem muitos riscos ou pela mídia pra promover e apoiar diferentes tipos de música. Uma vez que algo está vendendo é pra lá que o dinheiro e o apoio vai. Mas isso também depende de onde você está. Cidades como São Paulo e Curitiba parecem ser bons lugares para estar se você gosta de rock e alternativo. Tem muita paixão por isso se você está no lugar certo!
TREND KILLERS: Quais os instrumentos você pretende tocar no seu show e como está a expectativa para essa sexta?
CC:
Ambos dos meus discos anteriores ‘Black Moon’ e o novo album ‘Run’ são extremamente desafiantes para serem traduzidos para um show ao vivo. Não tem muita guitarra nesses sons, então tem sido interessante encontrar uma maneira de fazer acontecer. Eu tenho tocado com dois teclados na frente, com Pedro Pelotas do Cachorro grande ao meu lado. Eu acho que tem 5  synths no total – e isso pode ficar bem complicado – mas no fim se resulta em algo que eu realmente sou orgulhoso. Eu também toco um ou dois tracks de guitarra também, o que é legal. Eu ouvi muito bem do Casa do Mancha – uma casa pequena com ótimo público! Eu fui outro dia e o som era excelente. Será minha primeira vez tocando lá e o segundo show do meu novo album, então eu mal posso esperar!

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Thiago tem 25 anos, é comunicador e acredita que marketing é pra tudo e todos. Aquariano. Up Tempo. Amante da música, do entretenimento, da arte e da cultura pop. Movido por novidade! @thicerqueira

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